segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SCHUMI VIGARISTA

Quando Michael Schumacher anunciou sua volta à Fórmula 1, dessa vez pela Mercedes, muitos disseram que ele corria o risco de, se fosse mal, apagar tudo o que havia conquistado na categoria. Essa, na minha opinião, era uma afirmativa falsa. As conquistas do alemão estão registradas, catalogadas, documentadas. Ninguém tira dele.



Mas tenho uma ressalva: o Schumacher pode sim botar todas as suas conquistas no ralo se continuar com atitudes como a do GP da Hungria, quando poderia ter até matado o Rubens Barrichello. Menos mal que ele veio a público nesta segunda para se desculpar com o brasileiro. Revendo as imagens no teipe, o Schumacher admitiu que pressionou o Rubinho além da conta.

Repito, se o homem continuar com essas presepadas, vai ficar marcado apenas por ser um Dick Vigarista na vida real, apagando tudo o que já conquistou. E o que é pior, saindo como o causador de uma tragédia nas pistas.

E faltou pouco para que isso ocorresse, de fato, no GP da Hungria. No momento da perigosa fechada, se Rubinho tivesse subido na roda traseira da Mercedes, decolaria e poderia ter caído dentro dos boxes, ferindo-se gravemente ou até atingindo um meânico ou fiscal de prova.

Após a corrida, Rubinho disse que o Schumacher “é um louco solto por aí”. E disse mais: “o que adianta uma pessoa voltar depois de três anos parado para fazer uma coisa destas? O Michael Schumacher não mudou. Ainda é o mesmo”.

Pois é. Eu pensei uma coisa assim quando o Schumacher atravessou a Ferrari na Rascasse de Monte Carlo para que o Fernando Alonso não pudesse passar, garantindo assim a primeira posição no treino de classificação. Era seu último ano antes da aposentadoria, e há horas o alemão não fazia uma coisas daquelas.

Mas, não adianta, o monstro surgido naquela batida criminosa para ganhar o título de Damon Hill, em 1994, pode ficar adormecido dentro do grande heptacampeão. Mas esse monstro pode retornar a qualquer momento. Voltou em cima do Jacques Villeneuve, em 1997, e voltou neste ano na fechada em cima de seu “brother” Felipe Massa, no Canadá, e na Hungria, em cima de seu antigo companheiro de Ferrari.

Realmente, o Rubinho tem razão: adianta voltar à F1 para fazer uma coisa destas?
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Quem sou eu

Belém, Pará
Um paraense de 1973, apaixonado por futebol desde 1982, jornalista esportivo a partir de 1999 e blogueiro oficializado em 2008. Sou repórter esportivo das ORM's (Amazônia e O Liberal), mas também me aventuro por outras áreas. Gosto de falar de gastronomia, embora cozinhe muito pouco. Gosto de ver filmes e falar deles. Gosto de ouvir boa música e indicá-la aos amigos. Gosto de comentar as coisas do dia a dia e emitir opiniões mesmo que ninguém esteja interessado nelas.