segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PAYSANDU QUER TER DIRETOR REMUNERADO


Com o futebol exigindo cada vez mais profissionalização dos clubes, a contratação de diretores remunerados virou fato corriqueiro em centros mais desenvolvidos. O vitorioso Palmeiras dos anos 90 foi o precursor. Quando firmou parceria com a Parmalat, em 91, contratou José Carlos Brunoro, dando início à arrancada que culminou nos bicampeonatos brasileiro e paulista (93/94).

Mas é preciso que o profissional contratado conheça a fundo a realidade que vai enfrentar. E que o clube esteja preparado para suportar a fase de implantação do trabalho, quando os resultados ainda estiverem em maturação. No Palmeiras, Brunoro encontrou este clima. A diretoria do clube e a multinacional souberam esperar e os títulos vieram, além de dinheiro com consequente valorização dos jogadores.

Há alguns anos, Corinthians-SP e Atlético-MG também contrataram profissionais para dirigir o futebol. José Roberto Guimarães e Bebeto de Freitas, respectivamente, ambos técnicos de vôlei, assim como Brunoro e Paulo Russo, este atuou na área administrativa do Santa Cruz-PE e do Corinthians.

Agora, o Paysandu também investe na profissionalização do seu Departamento de Futebol. Anuncia que em breve terá o administrador de empresas Alberto Maculan, ex-diretor do Atlético-PR,coordenando seu Departamento de Futebol. A mudança vem no bojo de uma crise política que provocou o afastamento de vários dirigentes, insatisfeitos com o centralismo de Luiz Omar. Vamos torcer para que a mudança não venha prejudicar o time, ainda abatido com mais um fracasso na tentativa de retornar à Série B.

Mas é bom lembrar que as diferenças são grandes em relação aos clubes do Sul e Sudeste. Não há uma multinacional por trás e o dinheiro na Curuzu não anda fácil. Às vezes falta até para a regularização de jogadores. Além disso, é bom que os dirigentes do clube estejam cientes de que diretor remunerado não pode ser sócio ou empresário de jogador. É impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo.

De certo, o presidente Luiz Omar Pinheiro vai ficar mesmo com a missão de fazer a equipe ter uma campanha bem melhor do que a desse ano. No mínimo. Caso contrário, vai enfrentar uma pesada oposição nas próximas eleições do clube bicolor.

Um comentário:

Anônimo disse...

nao entendendo NADANNNN de futebol nem de quem são os técnicos nem quem deveria ser...!

=(

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Quem sou eu

Belém, Pará
Um paraense de 1973, apaixonado por futebol desde 1982, jornalista esportivo a partir de 1999 e blogueiro oficializado em 2008. Sou repórter esportivo das ORM's (Amazônia e O Liberal), mas também me aventuro por outras áreas. Gosto de falar de gastronomia, embora cozinhe muito pouco. Gosto de ver filmes e falar deles. Gosto de ouvir boa música e indicá-la aos amigos. Gosto de comentar as coisas do dia a dia e emitir opiniões mesmo que ninguém esteja interessado nelas.