
Criada em 1967, em San Francisco, a Rolling Stone (EUA) é um ícone da cultura pop mundial e uma das marcas da revista (que ganhou edição brasileira desde outubro de 2006) ao longo do tempo são as suas entrevistas centrais. Nelas, grandes personalidades do rock, do cinema, da política e da literatura abrem o jogo. Agora, pela primeira vez, 40 das melhores entrevistas da história da publicação (tiragem mensal: 1, 4 milhão) foram reunidas em um único volume.
Rolling Stone - As melhores entrevistas da revista Rolling Stone (Larousse do Brasil, 448 páginas/R$49,90) traz depoimentos de John Lennon, Mick Jagger, Ray Charles, Francis Ford Coppola, Bill Clinton, Bono, Kurt Cobain, Bob Dylan, Pete Townshend, Jerry Garcia, Neil Young, Bruce Springsteen, Spike Lee, Clint Eastwood, Truman Capote, Tom Wolfe e Joni Mitchell, entre outros.
Veja essa pérola Kurt Cobain sobre Lennon & McCartney: "Oh, sim. John Lennon era meu Beatle favorito. Não sei quem escreveu quais partes das canções, mas Paul McCartney me deixa constrangido. Lennon obviamente era perturbado (risos). E eu me identificava com isso".
Parte do clima da Redação da revista pode ser visto todas as quintas-feiras, às 22h15, no Multishow (ORM Cabo/Sky), no reality show Um estágio na Rolling Stone. Logo no início, o lendário fundador e editor da RS, Jann Wenner, telefona para os seis escolhidos: cinco focas (jornalistas iniciantes) dos EUA e um da Austrália.
Durante dois meses, eles trabalham na revista, em Nova York, disputando um contrato de um ano. O perfil da turma é variado: uma editora de uma publicação de hip hop, um apaixonado por indie rock, um cara iniciplinado, porém brilhante, que começou a escrever quando morava num reformatório, uma riponga fã de rock clássico, uma poeta e militante lésbica, etc.
Muito legal observar que certos vícios e modismos da geração atual, que está acabando de sair das universidades com o diplominha de jornalista na mochila, aparecem em qualquer redação do mundo. Alguns já chegam achando que sabem de tudo e querendo escolher sobre o que vão escrever. Outros, apesar de talentosos escritores, não tomam cuidado em pesquisar sobre os artistas entrevistas e quebram a cara no momento de fechar o texto.
Foquices à parte, é uma meia-hora bem divertida.

