quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ROLLING STONE // Livro e Reality Show


Criada em 1967, em San Francisco, a Rolling Stone (EUA) é um ícone da cultura pop mundial e uma das marcas da revista (que ganhou edição brasileira desde outubro de 2006) ao longo do tempo são as suas entrevistas centrais. Nelas, grandes personalidades do rock, do cinema, da política e da literatura abrem o jogo. Agora, pela primeira vez, 40 das melhores entrevistas da história da publicação (tiragem mensal: 1, 4 milhão) foram reunidas em um único volume.

Rolling Stone - As melhores entrevistas da revista Rolling Stone (Larousse do Brasil, 448 páginas/R$49,90) traz depoimentos de John Lennon, Mick Jagger, Ray Charles, Francis Ford Coppola, Bill Clinton, Bono, Kurt Cobain, Bob Dylan, Pete Townshend, Jerry Garcia, Neil Young, Bruce Springsteen, Spike Lee, Clint Eastwood, Truman Capote, Tom Wolfe e Joni Mitchell, entre outros.

Veja essa pérola Kurt Cobain sobre Lennon & McCartney: "Oh, sim. John Lennon era meu Beatle favorito. Não sei quem escreveu quais partes das canções, mas Paul McCartney me deixa constrangido. Lennon obviamente era perturbado (risos). E eu me identificava com isso".

Parte do clima da Redação da revista pode ser visto todas as quintas-feiras, às 22h15, no Multishow (ORM Cabo/Sky), no reality show Um estágio na Rolling Stone. Logo no início, o lendário fundador e editor da RS, Jann Wenner, telefona para os seis escolhidos: cinco focas (jornalistas iniciantes) dos EUA e um da Austrália.

Durante dois meses, eles trabalham na revista, em Nova York, disputando um contrato de um ano. O perfil da turma é variado: uma editora de uma publicação de hip hop, um apaixonado por indie rock, um cara iniciplinado, porém brilhante, que começou a escrever quando morava num reformatório, uma riponga fã de rock clássico, uma poeta e militante lésbica, etc.

Muito legal observar que certos vícios e modismos da geração atual, que está acabando de sair das universidades com o diplominha de jornalista na mochila, aparecem em qualquer redação do mundo. Alguns já chegam achando que sabem de tudo e querendo escolher sobre o que vão escrever. Outros, apesar de talentosos escritores, não tomam cuidado em pesquisar sobre os artistas entrevistas e quebram a cara no momento de fechar o texto.

Foquices à parte, é uma meia-hora bem divertida.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

DEUS ERROU


- Eu só acreditaria num Deus que soubesse dançar. (Nietzsche/foto)


- Somos muito injustos com Deus. Não lhe permitimos nem pecar. (Nietzsche)


- Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de sua existência? Como, por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço. (Woody Allen)


- Por que Deus não fala comigo? Se ele pelo menos tossisse! (Woody Allen)


- Todo homem pensa que Deus está do seu lado. Os ricos e os poderosos têm certeza. (Jean Anouilh)


- Deus me perdoará. É a sua profissão. (Heinrich Heine)


- Deus é amor, mas exija isto por escrito. (Gipsy Rose Lee)


- Nem todos os filhos de Deus são bonitos. A maioria é, quando muito, apresentável. (Fran Lebowitz)


- Se Deus não existisse, teria sido preciso inventá-lo. (Voltaire)


- Se Deus fosse condenado a levar a vida que infligiu aos homens, já teria se matado. (Alexandre Dumas)


- Deus está vivo - só não quer se envolver. (Anônimo)


- Deus está morto. Mas não se preocupe - a Virgem Maria está esperando outro. (Anônimo)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TORCEDOR CHATO // Na Boca do Túnel

Através do ex-zagueiro e capitão do Paysandu, Gino, recebo o precioso "Na Boca do Túnel", com direito a dedicatória e tudo. O autor é o potiguar Maeterlinck Rêgo Mendes, que conta uma série de casos pitorescos presenciados por ele mesmo, como médico do América de Natal, ou outros que chegaram ao seu conhecimento, através do depoimento de pessoas com quem convive no mundo da bola.


São histórias curiosas, como uma contada ao autor - a quem peço permissão para levar aos leitores deste pedaço - pelo próprio personagem, o treinador Givanildo Oliveira, atualmente comandando o Vila Nova-GO. Givanildo, como se sabe, também dirigiu o América potiguar e conviveu com Maeterlinck.

O fato se passou numa das ocasiões em que Giva esteve à frente da equipe do Sport Recife-PE. Era um jogo entre o Rubro-Negro e o Central, na Ilha do Retiro, em dia de pouco público. Nesses jogos, qualquer grito de torcedor repercute, pois com as arquibancadas vazias, a voz do gritante se espalha facilmente.

O Sport, como sempre, era favorito, principalmente jogando em seu reduto. Só que estava encontrando muita dificuldade para abrir o placar. A torcida, como não poderia deixar de ser, mostrava-se insatisfeita, vaiando o time e dirigindo palavras pouco amáveis ao treinador. Todavia, havia um torcedor, desses ingrezientos, que resolveu pegar no pé do técnico com tudo a que tinha direito. A todo momento, Givanildo ouvia xingamentos partidos do cidadão, mais ainda depois que o primeiro tempo encerrou-se, com o placar ostentando um incômodo – para os rubro-negros - 0 a 0.

No segundo tempo, o Central ainda resistiu por algum tempo, mas o Sport foi minando suas forças devagarinho. Até que o time da Ilha faz 1 a 0. Givanildo respira aliviado, achando que o cri-cri vai deixá-lo em paz. Ledo engano, pois o homem continua achando que o Sport está jogando errado e quer sempre mais. Algum tempo depois, o Sport faz o segundo. Agora não é possível que esse cara não me deixe em paz, pensou Givanildo. Foi apenas um sonho, porque o peitica permaneceu sem lhe dar tréguas. O Sport faz 3 a 0 e não se passa muito tempo para o juiz encerrar a partida.

Quando vai se encaminhando para o túnel, Givanildo fixa o olhar no seu algoz, como se estivesse desabafando intimamente, naquela de "xinga agora, seu fdp". O cidadão era mesmo de fé e não perdeu o rebolado ao sentir que o técnico pairava o olhar em si.

"Não se preocupe não, Givanildo. Domingo eu estou aqui de novo."
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Quem sou eu

Belém, Pará
Um paraense de 1973, apaixonado por futebol desde 1982, jornalista esportivo a partir de 1999 e blogueiro oficializado em 2008. Sou repórter esportivo das ORM's (Amazônia e O Liberal), mas também me aventuro por outras áreas. Gosto de falar de gastronomia, embora cozinhe muito pouco. Gosto de ver filmes e falar deles. Gosto de ouvir boa música e indicá-la aos amigos. Gosto de comentar as coisas do dia a dia e emitir opiniões mesmo que ninguém esteja interessado nelas.