
É fato que o Oscar de hoje já não é o mesmo que o de décadas atrás. A queda sofrida nos últimos anos é mais que visível. O mais recente nem teve transmissão ao vivo pela TV aberta - a Rede Globo mostrou apenas flashs durante o desfile do Carnaval do Rio de Janeiro.
Só que muitos gostam da premiação e não gostariam que ela acabasse. Como não basta apenas reclamar, tomei a liberdade de separar cinco sugestões revolucionárias para aumentar o nível das produções de Hollywood e salvar a indústria.
Para tornar mais inteligível as ideias paradigmáticas, foram separados cinco exemplos recentes, todos tirados dos indicados ao melhor filme de 2009.
Anotem:
Naturalmente Benjamin Button
"O curioso caso de Benjamin Button": David Fincher sabe fazer cinema, mas volta e meia se perde (“Quarto do Pânico”). O filme não levou o Oscar obviamente por ser muito chato. Mudanças necessárias: A troca de Brad Pitt por Tatu, da Ilha da Fantasia. Com Tatu como protagonista não seria gasto tanto em maquiagem e efeitos especiais e nos concentraríamos no que há de melhor na história, o nascimento e morte de Benjamin. Mais de 20 minutos de projeção poderia colocar todo o projeto em risco.
“Frost/Nixon”: Talvez o melhor dos concorrentes. Mas o personagem principal não é dos mais carismáticos. Precisaríamos de algo maior. Um representante político cuja a extensão de seus atos não se resumisse aos EUA. A solução? Um making of de como são feitas as entrevistas com o Jader Barbalho na TV RBA, Rádio Clube do Pará e no Diário do Pará - todos veículos de propriedade do político. O nome do filme também poderia mudar para “Dr. Jader fala”.
“O Leitor”: Demitir todos os envolvidos e usar a verba para filmar a continuação de “A oitava cor do arco-íris”.
"Quem quer ser um milionário?”: Fernando Meirelles deveria ter sido o único nome cotado para ter dirigido o filme. Se o produtores tivessem perguntado, o blog teria sugerido a troca de cenário (favela indiana por uma brasileira), a trilha sonora (música indiana por funk carioca) e o personagem principal (seria um gordinho que vira fotógrafo no final). O título poderia ser "Cidade de Deus".
“Milk - A voz da liberdade”: O político gay ficou conhecido por seu bordão: “Eu vim aqui para recrutá-los”. Vejam como pequenas mudanças podem melhorar muito um filme. Era só mudar o discurso para: “Eu vim aqui para recrutá-los. Estamos criando uma banda com um policial, um índio, um cowboy, um carpinteiro, um soldado e um motociclista. Ela se chamará Village People”. Daí um globo de luzes desceria do céu e começaria uma festa sem hora para acabar.

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